terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Baital | Vietala


Na Mitologia Hindu, o Baital ou Vietala é um espírito vampiresco que vive pendurado de cabeça para baixo em árvores de cemitérios, esperando cadáveres e corpos em putrefação para que possa habitá-los.


Um Baital é descrito como um ser magro, que as vezes sua pele está tão ressecada que seus ossos aparecem todos marcados, assim como um esqueleto. As lendas dizem que essa pele é tão forte como um ferro, muito difícil de ser afetada.



Muito parecido com um Ghoul, o Baital não é tão grande e possui asas de morcego, e geralmente tem a coloração marrom, que é uma cor associada a bruxas e demônios na cultura Hindu.Tem um par de olhos vermelhos e não gosta da luz do sol.

Diferente dos Vampiros comuns, o Baital não se alimenta de sangue, mas sim de energia de decomposição e carne. Quando possui um cadáver, ele consegue andar sem ser tão notado como seria, mas mesmo assim é confundido com um Zumbi.



Enquanto está possuindo demonicamente um cadáver, ele sai do seu ambiente e vai incomodar os seres humanos, que inclui principalmente aqueles que tem carinho por Deus, e são religiosos. Gostam de causar loucura nas pessoas, afirmando defeitos psicológicos e as vezes fazendo-as cometer suicídio. Fingem ter um conhecimento sobre a linha do tempo, passado, presente e futuro, mas apenas podem ler a mente das pessoas para saber o que elas pensavam, pensam e irão pensar. O Baital adora matar crianças e causar abortos.



Segundo o folclore, a origem dos Vietala vem das almas que habitam a chamada 'Zona de Penumbra', que fica entre a vida e a morte. Muitos dizem que foram pessoas hostis, e agora o seu espírito foi condenado a vagar para sempre na penumbra, já outros dizem que são almas atormentadas por não terem um ritual funerário necessário para que descansassem em paz.

Pelos Vietala terem um vasto poder da mente, se tornam atração principal para feiticeiros que querem fazê-los de escravos. A história mais famosa de um Baital envolve o Rei Vikram, que foi designado para capturar uma destas criaturas que morava em uma árvore no meio de um campo de cremação, e sempre enganava o Rei por ele não fazer silêncio como foi proposto, a compilação de contos foi publicada em Baital Pachisi.



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