quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Fogo-Morto



O Fogo-morto pode ser considerado uma maldição do folclore brasileiro, precisamente no noroeste do Rio Grande do Sul, onde sua superstição tem mais força entre os carreteiros e viajantes.


Ele pode parecer uma fogueira comum em cinzas ou ainda com brasas queimando, mas se provocado, se torna o pior pesadelo que um simples fogo poderia oferecer.



O Fogo morto pode ser confundido com o Boitatá, mas sua forma em chamas é a de um humanoide flamejante que corre pelos campos, de madrugada até o amanhecer, e onde para, deixa cinzas e brasas como se alguém tivesse passado por ali e montasse um acampamento, assim adormece, mas sua fumaça nunca se apaga.

Para evitá-lo, dizem que não se deve acender uma fogueira no mesmo lugar que tivesse sinais de um fogo anterior, pois ele é invocado e causa destruição com línguas de fogo gigantes que atacam tudo pela frente saindo até mesmo do seu ponto de origem.



Não se sabe a origem do Fogo-morto, mas sua desgraça não fica apenas no local em que foi aceso. Ele pode causar ilusões de queimaduras e chamas vivas na pessoa atacada, além de destruir uma vida, a empobrecendo e causando loucura.

Uma pessoa atacada pelo Fogo morto tem visões de si mesma sendo queimada e lambida por línguas de fogo, é capaz mesmo de sentir o cheiro de sua carne assando, corre sem rumo pelo mundo à procura de água, e costuma ver também objetos de casa pegando fogo e reduzindo-se à cinzas.

Por isso, os antigos habitantes do interior nunca mais fizeram fogueiras no mesmo lugar em que foi outras foram acesas.

Você pode conferir uma das lendas do Fogo Morto no livro Lendas Gaúchas, seu conto foi escrito por Roque Callage.

Nenhum comentário:

Postar um comentário