terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Missa Negra


Uma Missa Negra é um ritual mágico praticado por satanistas, a fim de combinar vários elementos como parodiar as cerimônias cristãs tradicionais, venerar a entidade conhecida como o Diabo no cristianismo, e  uso das forças para adquirir fins materiais.

Acredita-se que a Missa Negra surgiu com a Bruxaria na Idade Média, e se tornou popular no século XVII, sempre zombando da entidade conhecida como Deus, e venerando o inverso que seria o Diabo, com ritos que envolveriam sacrifícios humanos, assim como blasfêmias e obscenidades de proporções macabras.

Uma vasta lista de atrocidades é mencionada cada vez que somos apresentados ao que acontece durante uma Missa Negra, que sempre acontece em noites escuras, em um local reservado, geralmente montado com a predominância das cores vermelho e preto.


O celebrante usa uma túnica preta, e é ajudado por duas jovens, que representam a virgindade. O vinho usado na celebração é muitas vezes misturado com urina e sangue, que é bebido em cálices pretos ou em crânios humanos.

As pessoas que participam do ritual tiram suas mantas, e ficam nuas como parte da celebração. É comum usar animais em Missas Negras, bodes pretos, galinhas, porcos são os animais comuns, mas também existem casos com gatos, cachorros e até ursos.

Hóstias sagradas são banhadas em sangue menstrual e sêmen, para serem consumidos após e durante os sacrifícios de humanos e animais que são queimados ou esfaqueados.

Na Missa Negra também se encontram pessoas vestidas com pele de animais e até humanas, indícios de canibalismo também são citados, e orgias sexuais que são o momento de ápice da cerimônia, onde todos estão freneticamente extasiados, com a chegada do sacrifício de recém nascidos, que são crucificados vivos, batizados com sangue e depois estrangulados, oferecidos a Satanás.

Corpos nus são usados como altares, onde gargantas de jovens são cortadas e oferecidas a alguns dos demônios da goétia como Astaroth e Asmodeus. Orações cristãs são ditas de trás pra frente, trocando o nome de Deus por Satã, e Bem por Mal, estas preces são apenas iluminadas por velas negras, feitas com gordura humana.


Perto do final, cruzes são tatuadas nas solas dos pés, para violar o símbolo de Cristo, entre outras atrocidades.

Alguns casos envolvendo Missas Negras ficaram famosos historicamente, como o do abade Boullan, que fez uma celebração vestindo um manto com um crucifixo de cabeça para baixo bordado na frente, com um pentagrama tatuado perto do seu olho esquerdo, o lado do mal. No ponto alto da missa, sacrificou um bebê e também misturou fezes com hóstias para usar como cura para freiras que diziam estar atormentadas por demônios.

La Voisin

Um dos casos mais famosos ocorreu na França, em Paris durando de 1670 até 1682. O padre Étienne Guibourg, e sua ajudante quiromante e aborteira Catherine Deshayes, mais conhecida como La Voisin, realizaram missas negras para a Madame de Montespan, a amante do rei Luis XIV. Foi uma típica missa romana, com as mudanças bizarras. Madame de Montespan serviu como altar, deitada nua sobre um altar central, segurando duas velas pretas com seus braços estendidos. O padre Guibourg consagrou hóstias nas genitais da marquesa, para serem usadas em poções de amor, após isso, a ajudante e bruxa La Voisin, trouxe uma criança de aproximadamente 2 anos para o ritual, que foi sacrificada enquanto o Padre conjurava demônios, derramando o sangue do bebê sobre Madame de Montespan, após isso, dizem que houveram relações sexuais, enquanto bebiam vinho misturado com sangue. No fim da celebração, o padre entregou a marquesa um pote com o resto de sangue  e vísceras da criança e a hóstia, que ela deveria levar na virilha. O fato ocorrido foi o início do caso que é conhecido até hoje como ‘O caso dos venenos’. O padre confessou os crimes, foi julgado e condenado a prisão perpétua, enquanto sua ajudante foi queimada como bruxa, a Madame de Montespan foi desmascarada, mas não foi condenada por ser mãe de vários filhos do rei.

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